Você
já parou um instante pra pensar o quanto somos avaliados?
Desde
a nossa concepção, quando ainda éramos uma sementinha no ventre de nossa mamãe,
talvez planejada, talvez não, enfim, desde o início do nosso desenvolvimento já
somos avaliados. Surgem inúmeros questionamentos: qual será a cor do cabelo? Terá
muito ou poucos cabelos? E a cor dos olhos? Será parecido com quem? Será bonitinho?
Será menino ou menina? E então vem a conclusão do pensamento “tomara que seja
perfeito”. Aí, já ficamos tensos, lá dentro da barriga, sem saber se seremos
aceitos aqui no mundo exterior ou não. Também, olha quanta exigência, ter que
nascer perfeito.
Então
chega o sonhado dia. Lá vamos nós ao hospital. Forcinha daqui, forcinha dali,
e, viva! Cheguei! Mas, como já se era esperado, seremos outra vez avaliados.
Exames daqui, exames dali, com a intenção de diagnosticar se somos “perfeitos”
ou “não”. Enquanto isso acontece, a família fica na torcida, desejando que
nenhuma notícia do contrário seja anunciada. Alguns de nós passa pelo teste,
outros não. Então recebe um carimbo, ou rótulo, de que possui algumas
necessidades especiais. O tempo passa, vamos crescendo, e as avaliações seguem
pela vida a fora. Muitas orientações nos são passadas, sobre o que devemos ou
não fazer, como devemos ou não agir, só falta alguém dizer o que devemos ou não
pensar. Nossos pais já começam a sonhar com o nosso futuro, a nos avaliar em
que profissão poderíamos se especializar, depositar em nós os seus sonhos, seus
desejos talvez retraídos. Aí vem uma pergunta, um tanto reprimida, de quando
poderemos usar o tal do livre arbítrio? Nem sempre essa questão recebe a
resposta que queríamos ouvir.
Chegado
o momento de sermos inseridos na sociedade, ou seja, faremos parte do ambiente
escolar que vai nos promover para o convívio no meio social. Lá seremos
orientados, questionados, provocados e pensar de maneira que possamos colaborar
mais tarde na construção e desenvolvimento desse espaço. Nossas atitudes,
pensamentos e ações serão avaliados, podendo ser aprovados ou não, dependendo
da concepção de ensino a que estamos agregados. Mas se nós, julgados “perfeitos”,
somos avaliados em todo momento, como será que se sentem os rotulados como “especiais”?
Será a eles destinada uma avaliação diferenciada, respeitando as suas especificidades
e potencialidades?
Ao
nos serem repassados alguns conhecimentos científicos e pedagógicos pelo
educador, logo vem a famosa avaliação pra saber até que ponto atingimos ou não
o esperado, se construímos ou não as aprendizagens, então muitas vezes, o que assimilamos
nas tarefas em aula, nos trabalhos em grupo, nas pesquisas, muitas vezes não é
permitido expor naquelas provas objetivas, de marque V ou F, deixando-nos
frustrados, pensando até que ponto é valido ou não a nota que recebemos, se é
ela quem vai definir o que aprendemos ou não. O erro também deve ser
considerado em nossa avaliação escolar, pois a partir dele poderão ser
encontradas outras formas de aprendizagens, outros caminhos que nortearão o
conhecimento que não foi transformado.
E
na vida futura, profissional, pessoal, já imaginou o caminho que temos a ser
avaliados?
gostei mana. muito bom. No meu trabalho mesmo, somos avaliados o tempo todo. Acho que as pessoas esperam algo de nós, e a avaliação delas na verdade, nada mais é do que aquilo que ela espera de nós...é a expectativa delas refletida em nossa pessoa. Na verdade avaliar é julgar, classificar. Todos, sem exceção julgam e classificam, mesmo que neguem que estão julgando. Somos assim por natureza, pois dessa forma é que chegamos até aqui.
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