quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como refletir sobre o Bullying nas escolas


Frequentemente se têm notícias de que nas escolas são registrados atos de violência entre os alunos, tanto na rede pública como privada, tirando o sossego dos estudantes e tranquilidade dos pais, que geralmente depositam total confiança de que seus filhos, além de receberem o conhecimento desejado, estão sendo assistidos. Geralmente os casos procuram ser resolvidos sem a ação do conselho tutelar ou conhecimento de alguma imprensa local. O Bullying é uma palavra de origem inglesa, “bully”, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação específica na língua portuguesa, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato, sendo praticados estes atos de forma física ou como repressão emocional. Está no dia-a-dia das instituições escolares, seja cometido tanto pelo aspecto físico, quanto emocional dos alunos. Geralmente essa ação é intencional e continuada, sendo as vítimas amedrontadas e reprimidas, tanto causada por agressões, quanto pela famosa “tortura psicológica”. As diversas formas de agressão entre alunos são registradas como empurrões, pontapés, insultos, histórias humilhantes, mentiras para implicar a vítima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens, principalmente pela internet, ameaças que deixa a vítima coagida, sem defesa e envolta à exclusão. Mesmo que se coloquem os pais ou responsáveis a par da situação, que se busque uma forma de diálogo com o agressor, estabelecendo as normas e os limites, sem uma real e drástica orientação acerca das conseqüências destes atos, a insanidade perpetua. O Bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola. Os que praticam o Bullying, seja de forma individual ou em grupo, têm grande perspectiva de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e violentos, vindo a adotar, inclusive, atitudes delituosas ou delinquentes contra sua própria família e sociedade. Discussões ou brigas pontuais não são Bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não se caracterizam como esse tipo de violência. Para que seja Bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo Bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como Bullying. Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como Bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Caso a vítima, no caso o alvo do agressor, ignore as provocações, fazendo com que ele desista da ação, não se considera um ato de Bullying. Existe a necessidade de se tomar uma atitude urgente, já que muitas crianças sentem-se aterrorizadas, vendo esse espaço que seria de aprendizado, um verdadeiro ambiente desmotivador, causador de tantos traumas que serão levados por toda vida. Por desrespeitarem princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, atos de Bullying configuram-se como atos ilícitos. Com isso várias pessoas estão recorrendo à justiça para que atos de Bullying sejam ressarcidos de alguma forma. O Código Civil brasileiro determina que todo ato ilícito que cause dano a outra pessoa gera o dever de indenizar. A responsabilidade do ato também pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor levando escolas, por exemplo, a também terem responsabilidade sobre o ato tendo em vista que são prestadores de servidos aos consumidores. Algumas atitudes que poderiam ser tomadas como aprendizado a estes agressores, é que a instituição escolar aplicasse como forma de punição, medidas pedagógicas procurando evitar os traumas causados às vitimas do Bullying. Como por exemplo, sugerir que um agressor, como alternativa educativa, pesquise, fundamente teoricamente o assunto, as causas, conseqüências, e realize palestras para toda a equipe escolar, reconhecendo de certa forma suas atitudes e procurando corrigi-las. Pode-se aprofundar o trabalho, envolvendo os pais dos alunos como ouvintes, e os responsáveis dos agressores como colaboradores nessa tarefa de esclarecimento do real problema causado pelo Bullying. Já com os pequenos delinquentes, que cometem seus erros, mas ainda não conseguem realizar tal pesquisa aprofundada sobre o tema, fica a cargo dos pais ou responsáveis lhes dar toda orientação. A ideia de realizar uma marcha silenciosa, convidando os pais, alunos e comunidade escolar, em manifesto e combate ao Bullying nas escolas, isso colabora pra que o agressor pense sobre suas ações e veja a repercussão que o assunto transmite. Por medidas como estas, e outras sugeridas tanto pelos pais de vítimas, quanto pela sociedade, devem ser aceitas e aplicadas com o intuito de elucidar o problema.



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