A
vida é feita de escolhas, estas, que norteiam nossas ações e pensamentos. Desde
que nascemos, diante de nós existem vários caminhos e nossos primeiros passos
são guiados pelas mãos de quem tanto nos ama, quem procura nos indicar o melhor
caminho a seguir. Na medida em que vamos crescendo, começamos a descobrir a
autonomia do pensamento, quer dizer, podemos realizar nossas escolhas, porém
sem saber ao certo o que é bom ou ruim, o que pode nos tornar felizes ou não. Serão
as nossas escolhas.
Uma
criança, desde pequena, não importando gênero, raça ou origem social, mas a ela
são direcionadas as normas do que é certo ou não fazer. Se uma menina deseja
brincar com algo julgado ser brincadeira de menino, já surgirá o comentário de
que essa menina “tem jeito” de menino. Já um menino, se querer brincar de
cozinhar, ou cuidar de um bebê, a crítica será massacrante, pois ele será condenado
a “ter jeito” de menina. Não imaginamos o quanto estamos equivocados ao pensar
desta forma. Um menino, ao crescer, tornar-se adulto e eventualmente conquistar
seu espaço, vai necessitar de saber “lidar na cozinha”, saber ao menos “fritar
um ovo”, caso não tenha um apoio pra ajudá-lo. Quando pai, vai precisar saber
segurar seu filho, dar-lhe carinho, e se quando pequeno, lá na infância, não
lhe fosse bitolado as brincadeiras julgadas de menina, talvez ele não sentisse
tantas dificuldades em determinadas situações de vida.
Na
escola, instituição que apresenta uma base científica e pedagógica ao ser
humano, para que ele construa o seu conhecimento a partir das relações, lá, o
educador ou facilitador nos mostra diversos caminhos para chegar a um mesmo
resultado, ou seja, a aprendizagem. A forma como seremos norteados, vai
acarretar, futuramente, o sucesso ou fracasso das nossas escolhas. E, chegado o
momento de escolher nosso futuro profissional, vem a dúvida se fizemos a
escolha pelo desejo, pelo que chamamos de vocação, ou pelo status que a
sociedade julga ser mais importante. Em outro exemplo, se uma criança, que Lá
na sua infância brincava de ser professor, pois amava a sua professora e queria
ser igual a ela, agora, chegado o real momento de fazer a escolha profissional,
se for analisar pela posição social ou remuneração, o seu sonho de ser
professor, deixará de existir. Logo, vem em mente a importância de um médico,
dentista, engenheiro, mas professor, este está marginalizado, não seria um bom
caminho a seguir.
Então
surge a questão: de que maneira podemos guiar nossas escolhas, nosso caminho?
Lembre-se: Você é fruto de suas escolhas.
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