quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A ESCOLHA DE UM CAMINHO


A vida é feita de escolhas, estas, que norteiam nossas ações e pensamentos. Desde que nascemos, diante de nós existem vários caminhos e nossos primeiros passos são guiados pelas mãos de quem tanto nos ama, quem procura nos indicar o melhor caminho a seguir. Na medida em que vamos crescendo, começamos a descobrir a autonomia do pensamento, quer dizer, podemos realizar nossas escolhas, porém sem saber ao certo o que é bom ou ruim, o que pode nos tornar felizes ou não. Serão as nossas escolhas.
Uma criança, desde pequena, não importando gênero, raça ou origem social, mas a ela são direcionadas as normas do que é certo ou não fazer. Se uma menina deseja brincar com algo julgado ser brincadeira de menino, já surgirá o comentário de que essa menina “tem jeito” de menino. Já um menino, se querer brincar de cozinhar, ou cuidar de um bebê, a crítica será massacrante, pois ele será condenado a “ter jeito” de menina. Não imaginamos o quanto estamos equivocados ao pensar desta forma. Um menino, ao crescer, tornar-se adulto e eventualmente conquistar seu espaço, vai necessitar de saber “lidar na cozinha”, saber ao menos “fritar um ovo”, caso não tenha um apoio pra ajudá-lo. Quando pai, vai precisar saber segurar seu filho, dar-lhe carinho, e se quando pequeno, lá na infância, não lhe fosse bitolado as brincadeiras julgadas de menina, talvez ele não sentisse tantas dificuldades em determinadas situações de vida.
Na escola, instituição que apresenta uma base científica e pedagógica ao ser humano, para que ele construa o seu conhecimento a partir das relações, lá, o educador ou facilitador nos mostra diversos caminhos para chegar a um mesmo resultado, ou seja, a aprendizagem. A forma como seremos norteados, vai acarretar, futuramente, o sucesso ou fracasso das nossas escolhas. E, chegado o momento de escolher nosso futuro profissional, vem a dúvida se fizemos a escolha pelo desejo, pelo que chamamos de vocação, ou pelo status que a sociedade julga ser mais importante. Em outro exemplo, se uma criança, que Lá na sua infância brincava de ser professor, pois amava a sua professora e queria ser igual a ela, agora, chegado o real momento de fazer a escolha profissional, se for analisar pela posição social ou remuneração, o seu sonho de ser professor, deixará de existir. Logo, vem em mente a importância de um médico, dentista, engenheiro, mas professor, este está marginalizado, não seria um bom caminho a seguir.
Então surge a questão: de que maneira podemos guiar nossas escolhas, nosso caminho? Lembre-se: Você é fruto de suas escolhas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário