Lá nos primórdios, aquela
história de que Adão sentia fortes dores, e, ao perceber que lhe faltava uma
costela, ali fora gerada Eva, que posteriormente comeria a fruta proibida
trazendo o pecado à Terra, será que essa crença, passada de geração a geração não
passa de um mito, pra tentar explicar a nossa origem? Ou seria uma crença
religiosa, imposta pela igreja que sempre exerceu papel dominante? Mas e se foi
algum cientista que buscou comprovar a nossa existência através de suas teses
científicas? Com tantas interrogações, a dúvida ainda continua, porque fica a
incerteza no ar. Quem disse ao casal Adão e Eva que espermatozóide e óvulo, ao
se juntarem, dão início a um novo ser? Quem nos deu essa capacidade racional,
para que a raça humana continuasse a existir?
O que a ciência já
identificou, mas ainda se torna um mistério a todos nós, é o fato de que existe
uma força maior, capaz de exercer influência em nossas vidas. Não somos apenas
um ser vivo racional, o que nos difere dos outros seres vivos, mas somos seres
dotados de sentimentos, bons e ruins, que constroem o nosso caráter. Além dessa
força exterior, capaz de nos guiar, ou de nos destruir, existe em nós, seres
racionais, uma força interior, capaz de nos transformar.
Paremos pra analisar
como se dá o ciclo da vida, viemos de uma concepção, nascemos, crescemos, nos
desenvolvemos tanto fisicamente quanto espiritualmente (a força interior),
procriamos pra continuar a raça humana e morremos. Este é o ciclo cientificamente
comprovado. Mas, se não somos apenas um corpo, se somos um conjunto, em
harmonia com a força interior, ligados a sentimentos, tudo isto acaba quando
morremos? Deixamos apenas os ensinamentos, as lembranças e as saudades do que
aqui significamos? Ou se ainda é um mistério, se ainda não foi comprovado
cientificamente que, a partir da morte, encerra o nosso ciclo, então, para onde vamos?

Nenhum comentário:
Postar um comentário