quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A DIVERSIDADE E SUAS COMPLICAÇÕES


Ao dirigir-se acerca do tema “Diversidade”, surge a questão relevante de quais são as conquistas e as complicações sobre o assunto. Falar em diversidade, em diferenças, abrange um universo imenso, tanto nas dimensões políticas, quanto sociais e culturais, sem deixar de mencionar o aspecto histórico. Refletir sobre a diversidade no âmbito político, nos remete a pensar sobre os vários partidos políticos existentes, cada qual com sua filosofia, seus projetos, ideais, palavras bonitas que, se realmente saíssem do papel, não importa de que coligação partidária fosse, o nosso país estaria em melhores condições de desenvolvimento. Então, de que adianta votar, mesmo que o voto é a ferramenta letal que o povo usufrui, se os deputados, senadores, não de forma generalizada, mas a grande maioria, não pensa nas classes menos favorecidas, nas diferenças entre raças, e preferem aumentar os seus salários de maneira exorbitante, sendo que muitos brasileiros passam fome, pois o salário mínimo não sustenta uma família. Em se tratando das diferenças entre raças, é justo aprovarem leis, estabelecerem cotas em universidades, até mesmo em concursos públicos, se todo o ser humano tem os mesmos direitos e deveres enquanto cidadão? Torna-se complicado falar em diversidade, em dizer que hoje em dia existe o direito de voz, de vez. Quanto à questão social e cultural, estamos nos deparando com uma nova geração que não reprime suas opções, suas ações e seus pensamentos. O que antigamente a sociedade julgava como indecente e repugnante às famílias, hoje, é permitida a união estável de duas pessoas do mesmo sexo, e que a partir de uma união sólida, torna possível a adoção de uma criança. Mesmo que o indivíduo busque seus direitos de expressão e de sentir-se um cidadão em sociedade, muitas vezes, para evitar conflitos vexatórios, como o bullying, por exemplo, torna-se um ser humano frustrado, por seguir as normas pré-estabelecidas do que é certo ou errado. Fazendo uma análise profunda sobre o tema, chega-se à conclusão de que ainda vivemos sob a dicotomia da sociedade arcaica, patriarcal, já que até mesmo alguns casais entram em conflito pelo desejo de independência da mulher. Pensar que um filho venha a se impor pela opção sexual sem ser aquela tradicional, homem-mulher, da qual se julga na maioria das vezes a normal, pregada nas religiões como sendo a vontade de Deus, não vai acarretar certa frustração em seus pais? Nos planos que eles depositaram em seu filho, do medo de que a sociedade o repudie pelas suas escolhas? Eis que surgem os conflitos, as dúvidas sobre o que realmente é aceito ou não. Devemos refletir sobre esse tema, se nós não agimos de certa forma cruel com o próximo. Fechar os olhos diante das questões que batem à nossa porta não será a melhor solução para aceitar e conviver de forma harmoniosa a diversidade que está aí.

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