sábado, 24 de março de 2012

Você é fruto de suas escolhas



Fotos de FloresNão vivemos isolados, sozinhos, inertes ao que acontece ao nosso redor. Podemos viver em pequenos ou grandes grupos, mas sabemos da importância de fazer parte desse convívio coletivo. O que é necessário compreender para que as relações aconteçam de forma harmoniosa, portanto, é que, mesmo que tenhamos o poder do livre arbítrio, devemos respeitar o espaço e opinião do outro. Vivemos em uma sociedade que, apesar de muitas transformações, estas dando espaço ao poder de decisão e escolha do indivíduo, ainda exerce sua influência sobre as instituições de que fizemos parte, como a família, nosso primeiro contato, e a escola, onde buscamos nossa formação e desenvolvimento cognitivo, social e afetivo. Todavia, o que antigamente era suprimido, ignorado, devido ao moralismo imposto de forma pragmática, hoje pode ser superado, socializado, aceito como uma escolha, um direito adquirido, cabendo à sociedade respeitar e apreciar os novos valores constituídos. Tanto a família, como a escola, buscam acolher e orientar as escolhas feitas pelos indivíduos, apontando-lhes caminhos que colaboram no seu desenvolvimento tanto profissional, quanto pessoal e social. A partir daí, o que será construído posteriormente, vai da conduta de cada um, das suas escolhas. Na questão tão polêmica sobre as diferenças, as diversidades, há que se fazer a seguinte diferenciação, ou seja, todo o indivíduo tem o direito de realizar suas escolhas, assumindo com responsabilidade as suas ações, já que pertencemos a um grupo. No entanto, o que se percebe muitas vezes, são pessoas aproveitando-se de uma situação pessoal, que diz respeito às suas escolhas, induzindo a formação de certa problematização envolvendo o coletivo, ou parte dele, em suas frustrações, causando danos muitas vezes irreparáveis, tudo pela simples e única intenção de se autopromover. O que é desnecessário, pois somos fruto de nossas escolhas. É fundamental que façamos uma profunda reflexão acerca dos nossos direitos, e de que forma podemos agir e interagir sem prejudicar o espaço e o direito do outro. As escolhas que fizemos devem servir para o autoconhecimento, para o que é essencial a si próprio na formação da personalidade. A partir daí, envolver o outro em nossos interesses, já torna a questão coletiva, sendo imprescindível valorizar a opinião adversa da que pensamos, tornando as relações sociais um direito mútuo de opiniões.


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