Você é fruto de suas escolhas
Não
vivemos isolados, sozinhos, inertes ao que acontece ao nosso redor. Podemos
viver em pequenos ou grandes grupos, mas sabemos da importância de fazer parte
desse convívio coletivo. O que é necessário compreender para que as relações
aconteçam de forma harmoniosa, portanto, é que, mesmo que tenhamos o poder do
livre arbítrio, devemos respeitar o espaço e opinião do outro. Vivemos em uma
sociedade que, apesar de muitas transformações, estas dando espaço ao poder de
decisão e escolha do indivíduo, ainda exerce sua influência sobre as
instituições de que fizemos parte, como a família, nosso primeiro contato, e a
escola, onde buscamos nossa formação e desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.
Todavia, o que antigamente era suprimido, ignorado, devido ao moralismo imposto
de forma pragmática, hoje pode ser superado, socializado, aceito como uma
escolha, um direito adquirido, cabendo à sociedade respeitar e apreciar os
novos valores constituídos. Tanto a família, como a escola, buscam acolher e
orientar as escolhas feitas pelos indivíduos, apontando-lhes caminhos que
colaboram no seu desenvolvimento tanto profissional, quanto pessoal e social. A
partir daí, o que será construído posteriormente, vai da conduta de cada um,
das suas escolhas. Na questão tão polêmica sobre as diferenças, as
diversidades, há que se fazer a seguinte diferenciação, ou seja, todo o
indivíduo tem o direito de realizar suas escolhas, assumindo com responsabilidade
as suas ações, já que pertencemos a um grupo. No entanto, o que se percebe muitas
vezes, são pessoas aproveitando-se de uma situação pessoal, que diz respeito às
suas escolhas, induzindo a formação de certa problematização envolvendo o
coletivo, ou parte dele, em suas frustrações, causando danos muitas vezes
irreparáveis, tudo pela simples e única intenção de se autopromover. O que é desnecessário,
pois somos fruto de nossas escolhas. É fundamental que façamos uma profunda
reflexão acerca dos nossos direitos, e de que forma podemos agir e interagir
sem prejudicar o espaço e o direito do outro. As escolhas que fizemos devem
servir para o autoconhecimento, para o que é essencial a si próprio na formação
da personalidade. A partir daí, envolver o outro em nossos interesses, já torna
a questão coletiva, sendo imprescindível valorizar a opinião adversa da que
pensamos, tornando as relações sociais um direito mútuo de opiniões.
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