segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A arte de ser Professor

                                            



Mas o que é ser professor? Qual a definição mais apropriada a esta palavra? Segundo o autor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (2005) atribui o seguinte significado: “aquele que ensina uma ciência, arte, técnica; mestre”.
Nesse simples conceito, poderíamos englobar o papel real que o professor exerce? Possivelmente ficaria muito vago, remoto, mensurável.  Analisemos, em pormenores, e ainda não serão expostos todos os motivos, do porque apresentar tal afirmativa.
Qual o papel da escola? Acolher a todo cidadão em idade escolar, com o intuito de trazer o conhecimento necessário para o exercício da cidadania. Correto dizer então que, além do conhecimento científico, cabe também assimilação e compreensão dos valores fundamentais para se ter uma vida digna, de princípios idôneos. Nesse contexto, eis que surge o professor, ferramenta imprescindível nesse processo, já que ele vem a ser o mediador do conhecimento, o provocador e orientador do aluno no decorrer da aprendizagem.
O aluno, quando ingressa na escola, traz consigo uma bagagem sociocultural rica em conhecimento, este que até então, para ele, é a base da sua formação enquanto pessoa. Imaginem, agora, uma sala de aula repleta de alunos, vindos de diferentes realidades, diversas culturas, convivendo num mesmo espaço físico, pedagógico, tendo apenas a figura do professor como base pra se chegar até o conhecimento. Muitas vezes, alunos com déficit de aprendizagem, outros com alguma necessidade educacional especial, todos reunidos num mesmo ambiente, esperando a mesma oportunidade, de construir seus conceitos e utilizá-los como referência no seu cotidiano. Então, podemos dizer que a função do professor seria apenas ensinar alguma ciência, ou arte, ou técnica? Com certeza não.
O professor, além de educador, muitas vezes assume o papel delegado à família, de protetor, conselheiro, apoiador. Que ser humano não necessita de atenção, afeto, sentir-se importante? Faz parte do nosso desenvolvimento a afetividade. No entanto, quantos alunos não recebem tal sentimento, fundamental para a construção da sua personalidade. Muitas vezes, a rebeldia que certos alunos procuram transmitir diante dos colegas, enfrentando o professor, não passa de um simples pedido de socorro, de atenção, de carinho.
Dessa forma, acredito que o verdadeiro significado da palavra professor, além do já citado no início desta reflexão, pode ser reforçado como “sábio, pessoa capaz de cantar e encantar com bravura sua árdua tarefa; mestre cultivador de sonhos, orientador e provocador, que permite o indivíduo a realizar seu potencial cognitivo, afetivo e psicomotor; socializador do conhecimento; incentivador do aluno, para que ele busque desenvolver sua capacidade crítica, criativa e reflexiva, tornando-se ser capaz de exercer seus direitos e deveres no futuro”.

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