Os adolescentes começam a usar drogas cada
vez mais precocemente, a maioria optando inicialmente pelo álcool.
A última edição do
especial sobre o uso de drogas faz um panorama sobre o consumo entre os
adolescentes, idade em que a predisposição ao uso aumenta (seja pela
curiosidade ou pelo convívio social). Nessa faixa etária, pais e sociedade
devem estar ainda mais atentos ao comportamento dos jovens, uma vez que dados
comprovam que o uso de drogas está cada vez mais precoce no país. Segundo pesquisa do
Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – Cebrid, realizada
em 2004, 5,2% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos são dependentes de
álcool, 2,2% de tabaco, 0,6% da maconha e 0,2% de tranqüilizantes. O Cebrid
também identificou que 15,5% dos estudantes brasileiros de ensino fundamental e
médio da rede pública já usaram solventes e inalantes pelo menos uma vez na
vida. Esse número sobe para 19,1% quando considerados apenas os jovens entre 16
e 18 anos. Ambiente favorável ao uso e
amigos que usam drogas facilitam o contato e as primeiras experiências com as
drogas, com as quais os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato, em
especial com o álcool, que tem a menor idade de início de uso entre as drogas.
Em média, os estudantes pesquisados ingeriram álcool pela primeira vez com 12,5
anos. Depois vêm o tabaco, os solventes e os medicamentos (anfetaminas,
anticolinérgicos e ansiolíticos), seguidos das drogas ilícitas.
O que os jovens procuram. Por que os adolescentes
usam drogas?
- para parecer
adulto (a droga é vista como símbolo de maturidade)
- para fugir ao domínio dos pais e parentes (a droga é vista como facilitadora do processo)
- para ser aceito pelo seu grupo de amigos
- para fugir ao estresse
- para rebelar-se contra o sistema em que vive
- para aumentar sua capacidade de aprender.
- para fugir ao domínio dos pais e parentes (a droga é vista como facilitadora do processo)
- para ser aceito pelo seu grupo de amigos
- para fugir ao estresse
- para rebelar-se contra o sistema em que vive
- para aumentar sua capacidade de aprender.
Se
o adolescente continua a usar a droga depois de experimentar, é sinal de
problemas graves, como a depressão, por exemplo. Segundo o especialista em
saúde mental Fleitlich-Bilyk, essa doença atinge 1% de crianças e jovens
brasileiros.
Quais as
conseqüências para o adolescente?
As mudanças são mais evidentes nos meninos, que costumam se envolver em
problemas com a polícia, ter baixo desempenho ou até abandonar a escola. Já a
depressão é mais freqüente nas meninas. É comum também o envolvimento em
furtos, roubos, tráfico de drogas ou prostituição como meio de adquirir
dinheiro para comprar droga. Nos usuários crônicos de maconha, há perda do
interesse pelas atividades normais da idade.
Como saber se um adolescente usa drogas?
Alterações
repentinas de comportamento, agressividade, irritabilidade e queda no
rendimento escolar são os primeiros sinais. Também pode ser sintoma a
ocorrência de:
* acidentes
frequentes
* doenças mal definidas, com tosse, rinite e falta de ar
* dores abdominais e náuseas
* mudanças no sono e apetite, levando ao emagrecimento
* mudança no grupo de amigos
* opiniões extremas quando o assunto é drogas
* cultura do uso de drogas, (camisetas, adesivos, músicas)
* aumento do tempo recluso dentro do próprio quarto e
* desaparecimento de objetos pessoais e da casa.
* doenças mal definidas, com tosse, rinite e falta de ar
* dores abdominais e náuseas
* mudanças no sono e apetite, levando ao emagrecimento
* mudança no grupo de amigos
* opiniões extremas quando o assunto é drogas
* cultura do uso de drogas, (camisetas, adesivos, músicas)
* aumento do tempo recluso dentro do próprio quarto e
* desaparecimento de objetos pessoais e da casa.
Além
de estar atento a essas mudanças, a melhor maneira de se descobrir se um
adolescente está usando drogas ainda é uma conversa franca sobre o assunto, com
tato, bom senso e tranqüilidade. Isso pode ser suficiente para alertar e
afastar o perigo das drogas. No entanto, acompanhamento especializado e até uma
internação podem ser necessários em situações de maior gravidade.
Dependência está relacionada a DSTs, Aids e
Hepatite C
Segundo
pesquisa recente do Cebrid, no Brasil as drogas injetáveis são mais consumidas
em grupo e os dependentes compartilham as seringas em 70% das aplicações.
Some-se a isso a redução do uso de camisinha e tem-se a razão da epidemia de Aids
e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre dependentes químicos.
A
Aids é transmitida ainda na gestação, parto ou amamentação, não tem cura e pode
levar à morte, especialmente se o tratamento não for seguido à risca.
Já
as hepatites B e C são muito mais fáceis de pegar. Além do sangue contaminado e
das relações sexuais, são transmitidas pelos canudos para inalação de drogas e
até pelas rachaduras nos lábios de quem usa crack, comprometendo o
funcionamento do fígado, órgão vital do corpo. Os postos de saúde vacinam
gratuitamente os jovens de até 20 anos contra a hepatite B.
Substâncias ilícitas convertem
esporte em risco à saúde
Os
adolescentes estão ainda expostos às drogas usadas para melhorar o desempenho
esportivo ou para adquirir músculos. Essas substâncias, apesar de ilícitas, são
cada vez mais comuns em academias e centros esportivos e, além de comprometer a
saúde, não raro levam à morte. Os anabolizantes, por exemplo, aumentam o
tamanho, a força, a potência dos músculos, e a tolerância ao exercício. São os
preferidos dos halterofilistas, lutadores de artes marciais e dos jovens que
querem ter um corpo mais musculoso. Por sua vez, os estimulantes, como as
anfetaminas, a efedrina e a cafeína, aumentam a tolerância ao esforço físico e à
dor, e são normalmente usados por jogadores de basquete, vôlei, futebol e por
ciclistas. Já a eritropoetina é a droga mais usada por ciclistas, triatletas e
maratonistas, porque aumenta a resistência do atleta.
O tratamento do adolescente é diferente?
Ao
contrário dos adultos, que já teriam desenvolvido seus papéis na sociedade
antes da dependência, os adolescentes freqüentemente encontram maior
dificuldade para ficar sem a droga porque não conseguem – e muitas vezes não
sabem, por falta de referência anterior – preencher seu tempo com atividades
sem relação com as drogas. Por outro lado, o adolescente e o pré-adolescente
sabem que não podem voltar ao comportamento anterior, no qual correriam o risco
de usar novamente essas substâncias. O tratamento exige, portanto, que o
adolescente reconstrua sua identidade, e a maior dificuldade é que essa
identidade é completamente nova, não pode ser relembrada, porque não existia de
forma completa. Deve ser construída. Não se trata de reabilitação, mas sim de
habilitação, na qual, independentemente do tipo de tratamento, a participação
da família é essencial. Outra peculiaridade é que o adolescente não tem
consciência plena dos problemas físicos ou psicológicos que as drogas podem
causar.
Risco de gravidez precoce é maior entre os usuários
Uma
conseqüência muito comum do uso de drogas é a gravidez, uma vez que, com a
consciência alterada pela substância, o adolescente deixa de usar camisinha ou
qualquer outro tipo de contracepção. A droga então, além de prejudicar a mãe,
passa a atuar no feto.
Álcool – Atraso no desenvolvimento, má-formação de órgãos
vitais. O álcool é também a causa mais comum de retardamento mental infantil
não-hereditário.
Cigarro – Atraso no desenvolvimento físico e mental, baixo
peso, problemas respiratórios, pressão alta, rompimento prematuro da bolsa
d’água e insuficiência cardíaca antes do parto.
Cocaína – Causa hipertensão no bebê, que pode ainda nascer
prematuro, deformado e em sofrimento (falta de oxigênio). Na maioria das vezes,
o uso de cocaína provoca a morte do bebê.
Inalantes
– Aborto espontâneo, defeitos no
sistema nervoso central e deformidades.
Maconha – Causa dificuldade para aprender e alterações no
comportamento da criança.
Não podemos acompanhar documentários
como este, que apontam o quanto a sociedade está doente e ficar de mãos atadas.
Oriente, ofereça ajuda ou peça ajuda, caso necessite. Existem órgãos capazes de
dar apoio, abrigo e o carinho que é fundamental para o equilíbrio emocional e o
retorno à família e a sociedade.
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